Mas o que é a Paleo?

“Páleo”, “Paléo”, podem dizer como vos apetecer.

Mas o que é realmente a Dieta do Paleolítico?

Até ouvir falar a primeira vez sobre a dieta do Paleolítico nada sabia sobre ela. Despertou-me curiosidade porque este primeiro contacto com a dieta surge-me no âmbito da saúde e não no âmbito de emagrecimento ou de fitness.

A Dieta do Paleolítico seria uma dieta “anti-inflamatória” que seria utilizada naquele contexto, na promoção da saúde.

Como farmacêutica que sou, já formatada para a promoção da saúde, achei muito interessante o conceito do tratamento pela alimentação (conceito já por mim defendido há muito) com uma dieta anti-inflamatória (e em protocolos auto-imunes).

Meti mãos à obra e fui investigar sobre ela.

Em termos simplistas (porque não estamos aqui para ter uma aula) a dieta do Paleolítico é um regime alimentar em que os alimentos que são utilizados e consumidos serão os mais próximos dos que os nossos antepassados do Paleolítico utilizavam: carne, peixe, marisco, ovos, frutas frescas e secas, vegetais e legumes (preferencialmente crus), raízes, sementes e água.

Sendo o homem do Paleolítico um ser caçador recolector ele comia aquilo que caçava e recolhia da Natureza.

A Paleo defende que a nossa componente genética actual é muito próxima dos nossos antepassados paleolíticos e que por este motivo ainda não estamos “formatados” para digerir alimentos que só surgiram mais tarde: cereais, leguminosas, lacticínios e açúcar processado.

Já perceberam então quais são as restrições alimentares da Paleo, certo?

É verdade: nada de cereais (pão – ai o pãozinho -, massas, cereais refinados ou integrais, quinoa, trigo sarraceno, etc), nada de lacticínios (leite, iogurtes, manteiga, queijo – ai o queijinho!), nada de leguminosas (amendoins, ervilhas, lentilhas, grão, feijão) e nada de açúcar processado, nada de óleos processados, nada de produtos “light” e “magros” (na Paleo quer-se a gordura tal como ela é! 😉 poético!) e nada de produtos transformados (farinha sem glúten, leite sem lactose, por exemplo).

Na Paleo preferem-se alimentos naturais, biológicos e orgânicos e não se consomem os processados (tudo o que seja embalado basicamente).

A carne deve ser proveniente de animais criados em pastos ou no campo, o peixe deve ser selvagem e não de aquacultura (aqui em Portugal felizmente temos muita escolha!!!), assim como o marisco, os ovos devem ser do campo (bio), as frutas e legumes devem ser biológicas e orgânicas. As gorduras utilizadas são o azeite, ghee, óleo de côco, óleo de abacate e óleos de frutos secos (carooos!).

Mas afinal o que se pode comer?

Então pessoal? Não estão a ler?

Muita coisa!

Carne (caaaaaarne alguém dirá!) preferencialmente bio, peixe preferencialmente selvagem (peixinho do bom! que maravilha) , marisco selvagem (venha ele!), ovos (preferencialmente bio), legumes, vegetais e frutas (preferencialmente bio e de época), frutos secos, chás, sumos de fruta, mel, cacau puro, café, batata doce, sementes de chia, linhaça, girassol, abóbora, etc.

Satisfeitos? Realmente podemos ter uma dieta rica sem grandes restrições! Não é difícil! É só uma questão de adaptação e de mudança de pequenos hábitos, como por exemplo o pequeno-almoço de café com leite e torradas ser substituído por fruta e café ou café com leite de côco e pão Paleo com mel!

Fácil, fácil!

Como em tudo na vida há várias interpretações da dieta paleo. Resumidamente há uma vertente mais purista e depois há outra mais moderada. Os puristas não comem nada que não conste na lista dos proibidos, nem se permitem a refeições pontuais não paleo!

Eu pratico a vertente moderada (porque acredito ser uma pessoa moderada! e sempre ouvi dizer que no meio é que está a virtude) e adapto a Paleo ao meu dia-a-dia.

Por semana tenho a opção de fazer uma ou duas refeições não paleo (por exemplo em jantares fora de casa com amigos) e quando me apetece como pontualmente queijo, manteiga, batata, cereais e açúcar (cada vez menos devo confessar).

Faço o meu próprio Pão Paleo (aqui está uma das minhas receitas), a minha própria manteiga (de frutos secos), substituo o açúcar por mel nos meus bolos e bolachas, faço o meu próprio leite quando tenho tempo (será uma das próximas receitas aqui no blog) e tento fazer receitas Paleo fáceis e adaptáveis ao meu dia-a-dia e à minha realidade.

Pode-se dizer que é a #paleogustativa way!

Os benefícios que noto desde que comecei a dieta são bastantes: mais energia, menos “mole” e inchada (eu nem me apercebia que andava “mole” e inchada até começar a Paleo), emagreci uns quilitos que tinha extra, tenho um intestino super regular, boa disposição (esta sempre tive! ;)) e uma sensação geral de bem estar (não é isto que pretendemos?).

Acredito que a longo prazo estou também a promover a minha saúde, quer em termos de acção anti envelhecimento (mais tarde falaremos sobre isto!) quer em termos de prevenção de doenças!

Aconselho a todos e acredito que se experimentarem não vão querer outra coisa!

O truque para sermos bem sucedidos na Paleo é planear com antecedência as nossas refeições!

Cá estarei para vos ajudar humildemente com aquilo que conseguir e com algumas receitas!

Espero que gostem!

 

 

 

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